Três brasileiros são presos nos EUA por lavagem de dinheiro
30/08/2017 15:16 em Polícia

RIO — Três brasileiros foram presos pela polícia do condado de Burlington, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, depois que uma investigação de nove meses desvendou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou US$ 100 milhões (R$ 316 milhões). Segundo as autoridades, os suspeitos são imigrantes ilegais no país. A polícia apreendeu ainda US$ 450 mil dólares (R$ 1,4 milhão), nove veículos, três motocicletas e uma coleção de 30 relógios de luxo.

Renato Maia Da Silva, de 51 anos, Wesley dos Santos, de 33, e Lucas Alves, de 34, foram detidos por suspeita de envolvimento na operação financeira ilegal. A investigação começou quando agentes desconfiaram que a Consultoria MAIA descontava cheques de forma irregular. A apuração mostrou que a empresa foi usada por companhias de construção civil da Costa Leste americana para conceder pagamentos a trabalhadores sem documentos.

"Este não é um crime sem vítimas. As transações financeiras ilegais aumentaram os custos de construção na nossa área, privaram o governo de impostos e colocaram trabalhadores vulneráveis em perigo", destacou o promotor Scott Coffina.

ILEGAIS NOS EUA

A análise de múltiplas contas bancárias e transações financeiras desde o começo de 2015, segundo a polícia, revelou a lavagem de US$ 100 milhões por meio de um "elaborado e ilegal esquema de cotação de cheques". A cobrança era feita por meio de empresas de fachada, o que permitiu a contratantes evitar regulações trabalhistas e obrigações de seguro e de impostos. A consultoria recebia parte do dinheiro lavado.

Silva, apontado como dono da consultoria, e os dois outros brasileiros também abriram empresas de fachada para lucrar ainda mais com o esquema, de acordo com a polícia. As autoridades frisam que a investigação está em curso. Elas apuram o envolvimento das companhias de construção civil e contratantes em geral.

Os três brasileiros vão responder na Justiça americana por lavagem de dinheiro. Silva, Santos e Alves eram imigrantes ilegais nos Estados Unidos e vão ter a situação imigratória analisada pelo governo.

Fonte- Globo.com

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